Canal Içara

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20 de setembro de 2021 - 02:11
Economia » Alerta Fitossanitário
Queda na produção de feijão é inferior
30/04/2014 às 08:55 | Especial do Jornal Gazeta
A perda estimada de 250 hectares de feijão, um significativo de 10% da produção do município, parece que não trará a Içara tantos prejuízos quanto o imaginado após o ataque das lagartas. A declaração é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Içara, Hercílio Jair De Stefani conforme entrevista à Rádio Difusora. Segundo ele, apesar de muitos agricultores conseguirem salvar as lavouras, o preço do produto, no entanto, já teve um aumento considerável.

“O nosso município é um dos maiores produtores aqui da nossa região e com a quebra da produtividade, que se estima que talvez não seja aquele percentual que foi anunciado anteriormente, o feijão deve apresentar valores mais elevados. Sempre que o produto entra em escassez, aliás, o preço sobre. Já estamos observando que no mercado, o preço já está bem alto para os consumidores”, ressalta.

“Felizmente hoje, todos aqueles produtores que fizeram o tratamento estão com a lavoura normalizada. Aqueles agricultores que quando se depararam com o problema e o ataque estava muito avançado, tiveram um prejuízo maior. Mas o tempo e o clima, têm ajudado nesses últimos dias e as lavouras têm se recuperado. Eu tenho dado umas voltas pela comunidade e visto as lavouras bastante recuperadas. E a expectativa é que se o clima ajudar a gente ainda possa ter uma produtividade razoável aqui no município”, pontua.

Conforme o agricultor Marcos Budny, da comunidade de Linha Zilli, metade da lavoura foi perdida. “Antes eu produzia cerca de 35 sacas por hectares. Esse ano esse se conseguirmos produzir 15 vai ser muito. Só que não adianta agora ficarmos nos lamentando pelo que foi perdido, temos que dar graças a Deus por não ficar sem nada. Agora é trabalhar para iniciar novos cultivos e torcer para que no próximo ano essa situação não ocorra novamente”, afirma. Ele possui mais de 17 hectares de terra e decidiu utilizar o bioinseticida ainda no início desse mês. “Agora não tem mais nada, nenhuma lagarta. Passou o apuro, tentamos alguns venenos e depois esse último. Depois que elas desapareceram não vieram mais”, completa o agricultor.

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