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28 de outubro de 2020 - 15:55
Esportes » Brasileirão 2016
Fragilidade caseira materializa empate
08/07/2016 às 23:57 | Erik Borges - erik.borges@canalicara.com
Caio Marcelo [Criciúma EC]
É... Parece mesmo que a realidade mudou. O Criciúma, que tanto se orgulhava de desbancar quem quer que seja dentro de casa, vê que as coisas não são como há alguns anos. Um Tigre que conseguia impor medo a qualquer adversário, inclusive na Série A do Brasileiro. O torcedor não tem mais aquela confiança ao ver o tricolor Sul-catarinense jogar no Estádio Heriberto Hülse. Os anos passaram; os jogadores vieram e foram; os torcedores foram e vieram; diretoria e comissão técnica mudaram.

É... Mudou pra pior. Jogar no Estádio Heriberto Hülse sempre foi um pesadelo para os adversários; sempre foi uma angústia para os visitantes. Mas hoje o Tigre não amedronta quase ninguém. Empatou em 2x2 com a modesta equipe do Luverdense, de uma cidadezinha chamada Lucas do Rio Verde, com população de aproximadamente 57 mil pessoas, no interior do estado de Mato Grosso.

Pior! Empatou após abrir 2x0 no placar, diante de 3,4 mil torcedores. Não é possível! Não é aceitável! Não é admissível! Torcedor nenhum em 100% de aproveitamento de suas faculdades mentais pode considerar normal um resultado como este. Soma-se um ponto, perdem-se mais dois. Tendo em vista o modus operandi da comissão técnica e jogadores, é terra arrasada, sim! É de desanimar, sim!

De que maneira a equipe começa de maneira avassaladora, impondo o ritmo, ditando as regras, para depois ceder um empate vergonhoso? Quais são as principais razões para tamanho vexame? Simples: falta de maturidade intelectual e tática.

O que foi? O jogador está vencendo por 2x0 e já pensa em qual restaurante vai jantar após o término da partida? Ou em qual chuteira colorida vai decidir comprar na segunda-feira? Quem sabe pensa qual carro irá adquirir no mês seguinte? Não me interessa! Não me interessa! Não me interessa! Digo e repito quantas vezes for necessário: jogador profissional tem o dever de manter a mesma postura, do apito inicial ao apito final, sem exceção.

Que este empate vexatório sirva de exemplo para o decorrer da competição. Mas que sirva mesmo! Porque pode ter certeza que os adversários não vão esperar pelo Tigre. Pelo contrário, farão de tudo ultrapassá-lo na tabela de classificação. Ainda há tempo para mudanças. Sim, mudanças. A interpretação da palavra “mudanças” fica a cargo do leitor...
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