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16 de janeiro de 2021 - 00:02
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Bado Pacheco aposta em duas candidaturas
28/11/2010 às 12:38 | Fernanda Zampoli - fernanda.zampoli@canalicara.com
Vítima de atropelamento há 20 dias, na praia do Rincão, o ex- prefeito de Içara, Deobaldo Pacheco, 57 anos, o Bado, ainda recupera-se do sinistro. Seu dia-a-dia se intercala entre os afazeres de sua loja no balneário e muito repouso. Atingido por uma moto quando saia de um restaurante, ele teve os dois ossos da canela quebrados e precisou de uma intervenção cirúrgica para por uma haste metálica.

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Agora a maior parte do tempo ele passa deitado, já que não pode encostar o pé no chão. A locomoção se da através de cadeira de rodas e muletas. A recuperação total deverá levar pelo menos três meses. Embora sua rotina tenha sido totalmente alterada, a política permaneceu praticamente intacta.

Neste caso, o que muda para o ex-prefeito, que também foi Gerente Regional da Casan e Secretário do Desenvolvimento Regional, é que recebe as informações em casa, através de amigos e companheiros partidários. Forte liderança do PMDB ele falou a reportagem sobre as eleições do Rincão em 2012.

Pensa na possibilidade de ser candidato a prefeito do Rincão?
Deobaldo Pacheco (Bado): Isso está bem decidido não vou disputar eleição. Se houvesse um consenso me colocaria a disposição, mas envolve um monte de situações que não quero enfrentar

Quais situações, por exemplo?
Bado: Como comprometimentos que não gostaria. Compromissos que não contribuem com o processo de desenvolvimento, como promessas com famílias, amigos, conhecido. Se fizer as contas, dentro do partido, de todos que me ajudaram já contribui. Ajudo quem quero e quem acho que necessita. Então, hoje aos 57 anos, isso seria uma retomada. Por enquanto não é algo que me atrai. Provavelmente o candidato do PMDB deve ser o Jairo Custódio.

O PMDB deve coligar? Com quem?
Bado: A minha idéia é que coligasse com todos, seria quase utópico, mas muito bom para o primeiro mandato. Mas pelo que vejo hoje, é possível que esteja junto com o PSDB, DEM ou PT.

Acredita em muitas candidaturas?
Bado: Acho pouco provável mais que dois candidatos a prefeito. Aqui falam muito no Naelti, Fabio Della Bruna e no Jairo. Mas acho que a disputa será entre o PP e o PMDB, pelo menos pela situação posta hoje. São os que reúnem mais força.

Em sua opinião quem será o prefeito do Rincão?
Bado: Tenho que dizer que o PMDB, na Pedreira e no Rincão, que são os maiores colégio eleitorais, há muitos anos não perde eleição. Já sofremos grandes derrotas, mas com o 15 na cabeça nunca perdemos aqui. No caso, então seria o Jairo o prefeito, mas tem o Jurê Bortolon, que não está fora da candidatura também.

E os vereadores do primeiro mandato? Algum nome?
Bado: Tem tanto candidato que acho que vai sobrar 10 votos para cada um. As pessoas estão fazendo as contas errado. A quantidade de eleitores é menor e a disputa é maior. Aqui com 150 votos é eleito, mas para conseguir este 150 é muito suado. Acredito que o PMDB pode fazer a maioria e se quiser a presidência tem que ter uma aliança com as determinadas situações esclarecidas. Aqui falam muito no Fabio (PP), Jorge (PSDB), Valvite (PMDB) José Eloir (PMDB), Charles (PMDB)...

O que pensa para o Rincão em 2012?
Bado: Penso, primeiro que o administrador, independente de partido, tem que ter a humildade para que a visibilidade do Rincão se transforme em obras. A maioria dos empresários da região veraneia no Rincão e a região carbonífera é a maior força econômica e política do Sul do Estado. Se o eleito reunir estas forças em favor projetos, o Rincão será diferença, do contrário será comum como todos os outros. Há empresários de Criciúma que tem muito mais influência com o Governo, que prefeito e vereadores juntos. É  também o lugar de descanso desta gente, por isso não querem o Rincão mal. Então tem que haver consenso.

O que falta, em termos de estrutura, para o Rincão ser município?
Bado: O projeto primordial do Rincão e a coleta e tratamento de esgoto. Ninguém no ramo de hotelaria vai fazer projeto onde o esgoto corre na rua. Já temos um banco e o restante virá com o município como cartório, auto-escola, e outros. Economicamente está pronto.
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