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22 de agosto de 2019 - 10:44
Política » Escândalo das Cédulas
Gaeco indícia quatro vereadores de Içara
20/06/2011 às 16:07 - atualizada às 17h17 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) anunciou nesta segunda-feira, dia 20, o resultado das investigações desencadeadas pelo Movimento Içarense pela Vida (MIV) contra vereadores. Ao todo, o inquérito indiciou quatro vereadores mais uma outra pessoa que não exerce o cargo. Contudo, vigora o sigilo dos nomes.

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A operação realizada pelo Gaeco sobre o Legislativo da cidade resultou da possibilidade de prevaricação na Câmara Municipal. Segundo apresentado pelo MIV, parte dos vereadores estavam legislando contra o interesse público. E, poderiam também ter ganhos pessoais com posicionamentos favoráveis a instalação de uma carbonífera em Içara. O estopim disso foi a revogação da Área de Preservação Ambiental de Santa Cruz e mudanças nas atribuições da Fundação Ambiental de Içara (Fundai).

“No último dia 16 de maio, a equipe do Gaeco cumpriu ordem judicial para apreender as cédulas da votação secreta que decidia sobre a derrubada do veto do prefeito municipal ao referido projeto de lei. A apreensão foi feita após finalizada a votação e anunciado o seu resultado, sendo que as investigações apontam que houve claro planejamento para marcação de voto visando à intimidação e represálias futuras a determinados vereadores, caso não agissem de acordo com os interesses da Cooperativa de Eletrificação da cidade de Içara”, relata o resumo da ação.

“Há contundentes indícios de que houve a indevida marcação de voto, com participação de um vereador da Câmara Municipal de Içara e de alto funcionário da Cooperativa de Eletrificação, atos estes que configuram, em tese, os crimes de falsificação/adulteração de documento público e constrangimento ilegal. Por fim, as investigações ainda detectaram a prática de possíveis atos de improbidade administrativa contra alguns dos investigados”, ainda completa o texto.

Com a conclusão das investigações do Gaeco, o caso agora segue na 2ª Promotoria de Justiça de Içara, com Henrique da Rosa Ziesemer. “Analisarei se é o caso de oferecimento de ação penal e administrativa”, explica. Ainda segundo ele, o ingresso com o processo deve ocorrer dentro de uma semana.
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