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25 de novembro de 2020 - 15:35
Política »
Raimundo Colombo defende voto distrital
22/05/2009 às 13:10 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
Nascido em Lages, na serra catarinense, João Raimundo Colombo atualmente é um dos nomes mais fortes para concorrer ao Governo do Estado em 2010. E para isso, não lhe falta experiência. A carreira política do democrata possui seis mandatos. O primeiro foi de deputado estadual, função assumida em 1986. Depois, esteve três vezes no cargo de prefeito da cidade natal - foi empossado em 1989, 2001 e 2005. Em meio ao último mandato, se lançou candidato ao Senado. E conseguiu chegar a Brasília com 1,7 milhões de votos (58,58%). “Mas minha primeira experiência no legislativo federal foi como Deputado, onde exerci o mandato nos anos de 1999 e 2000”, completou ele.

“Entre os vários cargos públicos que ocupei, destacam-se os de Secretário de Desenvolvimento Social do Estado de Santa Catarina e de Secretário de Estado para o Desenvolvimento da Região Serrana. Essas experiências me deram a oportunidade ímpar de aprofundar o meu conhecimento sobre a realidade histórica, social e econômica de meu estado”, explica Raimundo, como é conhecido.

No Senado, o representante catarinense participa da Comissão sobre a calamidade ocorrida por causa das chuvas em Santa Catarina. Além disso, é um dos componentes da CPI das Organizações Não Governamentais (ONGs). Para falar sobre estes e outros temas, Raimundo Colombo aceitou dar uma entrevista ao Canal Içara na correria que marcou a passagem dele por Içara no último dia 22 de maio.


A que passo está a CPI das ONGs, que investiga desde 2007 o repasse de dinheiro público para estas entidades?
As investigações estão paradas. Atualmente para quebrar sigilo telefônico ou convocar alguém para depor é preciso ter aprovação no plenário. E lá, a maioria é do governo. Este deverá ser também o destino da nova CPI da Petrobrás.

Através de um requerimento seu, foi criada uma comissão para o acompanhamento da calamidade ocorrida em Santa Catarina por causa da chuva no final de 2008. Quanto de dinheiro já foi liberado?
É difícil saber quanto que já foi repassado. Tem obra no porto de Itajaí, recuperação de estradas... A informação que eu tenho é que há 20 dias foi liberado cerca de R$ 200 milhões para questões sociais nas áreas atingidas.

Na questão da reforma política, qual o seu posicionamento sobre o voto em lista (em que os partidos determinam quem será eleito)?
Isto não vai passar. Eu atualmente sou contra esta ideia. Mas no futuro, ela pode dar certo. Acredito num modelo distrital misto. Para deputado estadual e federal, os eleitores escolheriam dois candidatos. Um da região e outro pela lista.

Qual a sua opinião sobre o financiamento público nas campanhas eleitorais?
Hoje em dia os políticos tem que correr atrás das empresas para conseguir se eleger. E isto acarreta em compromissos. O financiamento público acabaria com esta história. No início poderá ser difícil. Mas temos o Ministério Público e a Justiça que são órgãos competentes para fiscalizar possíveis irregularidades no processo.

A classe política está em crise de credibilidade?
Estamos insatisfeitos com o processo político. E sabe como isso vai acabar? As coisas mudam quando nós a mudamos. Todos nós temos que ajudar.

Saúde e Educação são dois temas em debate constante. No Brasil, como estão essas áreas?
A minha prioridade é a saúde. Quando se precisa de uma cirurgia, é preciso passar por um processo muito longo. A Educação já está sistematizada. Há cotas para diversos tipos de estudantes. O acesso ficou mais fácil. Mas isto não significa ganho de qualidade.

O que você pensa sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva?
A gente é adversário político, mas não é burro. O cara é simples e fala a linguagem do povo.
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