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22 de agosto de 2019 - 21:48
Segurança » Operação Moralidade
Oitivas de defesa são encerradas em Içara
17/08/2015 às 16:38 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
Lucas Lemos [Canal Içara]
Nove testemunhos fecharam uma nova etapa de oitivas da Operação Moralidade na tarde desta segunda-feira. O encerramento das audiências de defesa foi realizado com pessoas que não compareceram ou não haviam sido encontradas anteriormente. Também por isso, assuntos já citados nas últimas duas semanas voltaram a ser discutidos.

O primeiro depoimento foi sobre a conduta profissional de uma das 25 pessoas enquadradas como ré, além de apresentar características da função de pregoeiro. Uma das testemunhas colocou o acompanhamento da Procuradoria nos editais e na homologação dos resultados. Outras retrataram o procedimento para compras, recebimento de produtos e pagamentos.

Houve um novo depoimento também sobre o funcionamento do posto bancário dentro da Prefeitura e a conduta profissional de um dos réus que trabalhava no local. O mesmo correu sobre a tramitação de procedimentos na Secretaria Municipal de Planejamento, onde eram feitas as medições de obras para a liberação futura de pagamentos.

Um dos relatos mais longos, todavia, foi de um dos advogados atuantes na fase de investigação da operação. O foco, neste caso, ficou na descrição da prisão temporária com intenção de apontar a impossibilidade de acesso aos clientes sem acompanhamento policial e a pressão psicológica em que os acusados prestaram depoimento.

O tema das subcontratações apareceu com um dos prestadores de serviço para a empresa Fort em obras com recursos do Governo do Estado ou Governo Federal. Foi o caso da construção das creches dos bairros Tereza Cristina e do Loteamento Antônio Lima. O último testemunho ocorreu então sobre o fornecimento de marmitas.

Ao longo de nove dias estavam previstos 152 depoimentos no Fórum da Comarca de Içara. Desse total foram gravados 90 testemunhos. Mas, para o fechamento da atual etapa, ainda serão anexadas então as cartas precatórias. O prazo é de cinco meses. Somente depois disso será chamada a audiência com os réus.
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