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22 de agosto de 2019 - 00:10
Segurança » Caso Vivian Lais Philippi
Para promotor, provas são contundentes
19/08/2015 às 18:06 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
Lucas Lemos [Canal Içara]
“As provas são bastantes firmes e contundentes de que o Mateus foi o autor do delito. Os depoimentos foram importantes para rechaçar a tese de defesa”, coloca o promotor Marcus Vinicius de Faria Ribeiro. Após a audiência de instrução nesta quarta-feira, o próximo passo será a apresentação das alegações finais da defesa e acusação. No caso do Ministério Público, será para a pronúncia de Mateus Júlio da Silva ao Tribunal do Júri devido ao assassinato de Vivian Lais Philippi no dia 4 de março.

Cerca de 25 pessoas da imprensa, acadêmicos de direito, familiares da vítima e do réu, além de cinco policiais militares e três agentes carcerários acompanharam a audiência nesta tarde. Cinco testemunhas compareceram sob convocação da acusação, duas delas em comum entre as partes. O único exclusivo da defesa foi o irmão de Mateus. Todavia, o adolescente de 16 anos negou qualquer envolvimento. Com isso desmontou a tese apresentada pelo advogado convocado para fazer a defesa criminal, Gilmar Luiz Mônego.

De acordo com o investigador Ernani Bonfante, seis homens foram suspeitos inicialmente, um deles, já morto. Através de uma denúncia anônima, a investigação chegou então ao Mateus. O exame genético apontou a compatibilidade com o material encontrado embaixo da unha de Vivian. Por isso foi requisitada a prisão. “A única alegação dele foi dizer que estava em Criciúma”, sublinha. Somente após ser preso e ter passado a noite na delegacia o réu apontou o irmão caçula como autor.

A câmera de segurança de uma casa ajudou a identificar um rapaz de chinelo, bermuda e camiseta subindo o morro em direção ao local. Além disso, uma moradora relatou ter visto alguém escorado na porta falando ao telefone. Outra viu ainda com um balde nas mãos. “Achei estranho ter alguém ali naquela hora da tarde”, coloca uma das testemunhas que fez o reconhecimento. Segundo ela, o único jovem no galpão de madeira tinha cabelo escuro e camiseta azul. “Me marcou muito”, acrescenta.

“Aproximadamente uma hora depois de ter saído de casa o corpo foi encontrado por um vizinho. Ele que acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros”, relembra ainda o investigador Leonardo Bertiel. Entre os seis depoimentos, a defesa tentou impedir somente a ex-namorada sob alegação de interferência emocional. Mas o pedido foi indeferido pelo juiz Fernando Dal Bó Martins. Tanto ela quanto o seu pai relataram que Mateus apareceu com um arranhão no nariz, para ambos, justificado como consequência de uma queda de bicicleta.
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