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22 de setembro de 2020 - 12:09
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Bárbara Moro: violência doméstica, saiba como denunciar
19/07/2020 às 10:44 | Bárbara Moro
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os cinco países em que o número de violência doméstica é maior. E, infelizmente, com a pandemia e o isolamento social os números de vitimas subiram. A violência doméstica não escolhe classe social, raça, religião, orientação sexual ou idade, ou seja, não acontece somente em determinados grupos.

Infelizmente todo o dia recebemos noticias de mulheres que além de serem agredidas, foram assassinadas pelo seu atual ou ex-companheiro. Geralmente o feminicídio (assassinato de mulher devido a condição feminina) acontece quando ela decide se separar do agressor.

A maioria das mulheres que sofrem violência doméstica fica ao lado do marido por medo de acontecer algo pior, vergonha, pela situação financeira, com a esperança de que as agressões acabem ou até mesmo para proteger os filhos. Por isso não cabe a nós julgarmos a atitude da vítima com o agressor.

Os tipos de violência podem ser físicas (tapas, socos e chutes), moral (calúnia ou difamação), psicológica (perda da autoestima, humilhação, isolamento e medo), sexual (sexo sem consentimento) e patrimonial (perda de bens materiais). Em muitos casos as pessoas que rodeiam o casal desconhecem essas agressões porque perante aos outros o agressor não apresenta comportamentos negativos.

Denuncie! Em 2006 foi criada a Lei Maria da Penha nº 11.340/2006, que foi aplicada para prevenir e proteger as mulheres vulneráveis á violência. Os casos de agressão podem denunciados da seguinte forma:
• A violência doméstica pode ser denunciada em qualquer delegacia.
• Disque Denúncia 180 é anônimo e funcionam 24 horas, os casos recebidos são encaminhados ao Ministério Público.
• Atendimento da Policia Militar Disque 190, nesse caso a Polícia Militar vai até o local, se tem flagrante da ameaça ou agressão, o homem é levado à delegacia, registra-se a ocorrência e a vítima e as testemunhas são ouvidas.

Nesse momento é necessário deixar de lado aquela velha e conhecida frase de que em “briga de marido e mulher ninguém mete a colher”. É muito importante a vitima receber uma rede de apoio, até mesmo para não voltar atrás na denúncia.
Bárbara Aparecida S. Moro é psicóloga (CRP 12/18768)
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