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07 de dezembro de 2019 - 16:51
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Crônica: E se não houver amanhã?
02/11/2019 às 11:43 | Simone Luiz Cândido
Dizem que perdemos pessoas, mas na verdade não perdemos ninguém. A vida essa que começa lá no útero de nossas mães não finda com a morte. Perdemos pessoas quando as deixamos de lado, quando nos esquecemos de agradecer por sua presença em nossas vidas. Estamos nesse planeta vivendo, sentido afeto, por pessoas, outras vezes sentimos alegrias e tristezas, sorrimos e choramos. Dedicamos nosso tempo para outros mostramos nossa gratidão por aqueles que vivem próximos de nós.

É natural querermos o bem sentir alegria pela realização daqueles que a vida nos apresenta.
Muitos se afastam de nós não sentem o mesmo que sentimos, não há muito que fazer, cabe a nós apenas ter respeito por suas atitudes. Isso não significa que não teremos sentimentos em relação a isso. Não se trata de cobrarmos afeto e sim de sentirmos tristezas, pois humanos que somos necessitamos de reciprocidade.

A vida segue mesmo que alguns tenham recebido todo amor e mesmo assim querem seguir outros rumos, planos. Se nesses planos nós não estamos seguimos em frente, onde encontraremos outros companheiros para nossa jornada terrena.

Sorrimos, choramos, amamos, temos filhos, eles crescem, tornam-se adultos espelhos daquilo que nós lhes ensinamos. Ao fim da jornada que pode terminar muito cedo, pois não sabemos o dia em que partiremos muitos se lembrarão de nós.

Alguns dirão que sentem amor por nós, lamentarão por não terem dito isso antes de nossa partida.
Outros dirão o que fizemos aqui na terra qualidades que apreciam em nós, outros lembrarão apenas dos nossos defeitos. Outros nunca saberão quem um dia nós fomos. Alguns ouvirão histórias contadas sobre nós, vinda de seus pais ou outras pessoas que nos conheceram. Após nossa partida ficará difícil dizer o que cada um sente. Mesmo sabendo que a vida não termina no túmulo só nos veremos em sonhos.

Hoje o dia em que celebramos o dia de finados cabe a nós algumas reflexões. Será que já dissemos o quanto amamos as pessoas? Tiramos tempo para estarmos com elas? Somos gratos por todo bem que nos fizeram ou só lembramos-nos do que não gostamos nos outros? E se não houver amanhã? Poderemos ter a consciência tranquila de todo amor que poderíamos ter demonstrado aos outros?

2019 o ano que diz o tempo todo ame abrace, demonstre ainda em vida amanhã pode ser tarde. Está sendo um ano de muitas partidas várias delas muito precoces. Vamos aproveitar para dizermos coisas boas aos que a vida nos trouxe se não dissermos talvez nunca saibam disso. Se não houver amanhã teremos feito nosso melhor.
Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.
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