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27 de maio de 2019 - 23:11
Cotidiano »
Crônica: Tiana ou Charlotte? Somos guerreiras
08/03/2019 às 10:38 | Simone Luiz Cândido
Ponderamos algumas reflexões nesse dia dedicado ás mulheres. Alguns anos atrás algumas vidas foram sacrificadas, pois lutavam melhores condições de trabalho.

O fato é que com o passar dos anos muitas mulheres lutaram para que hoje nós mulheres pudéssemos nos expressar da forma que hoje nos é permitida.

Cada mulher vem de uma família diferente da outra se for analisarmos minuciosamente, viemos com muitas histórias do passado, as quais tiveram muitas lutas. Nossas avós, mães e tias travaram verdadeiras batalhas para que cada uma de nós pudesse trabalhar estudar, entre tantas outras coisas que foram conquistadas.

Mulheres podem ser fortes, lutadoras, empreendedoras. Algumas aprendem desde muito cedo a serem fortes, suas mães ensinam que na vida precisamos aprender umas com as outras assim formando uma grande corrente de novos aprendizados.

Nascem em famílias diferentes umas das outras. Algumas com possibilidades incríveis outras nascem em famílias sem muitas possibilidades, mas aprendem que devem lutar e serem honestas em suas vidas.

No filme A Princesa e o Sapo a jovem Tiana é uma garota determinada seguiu o caminho de seu pai, lutou muito na vida, trabalhou como garçonete e muito tempo, pois queria abrir seu próprio restaurante. Eis que surge uma oportunidade para ter seu restaurante. O homem das sombras um feiticeiro oferece a ela o restaurante, mas em troca ela teria que prejudicar outras pessoas. Ela olha com muita determinação e diz: “Meu pai jamais faria isso ele me ensinou a lutar para ter sucesso na vida.”

Então segue seu caminho até que no final do filme se torna uma princesa consegue abrir seu restaurante ao lado do seu amado Príncipe Navin. Sua amiga inseparável Charlotte nasceu em uma família rica, mas isso não as impedia de serem amigas, sonharem com um futuro promissor ambas conforme suas possibilidades.

Muitas de nós somos Tianas uma menina negra que morava em um lugar de periferia. Sonhamos com um futuro melhor, nos esforçamos, aprendemos tudo que for possível.

Com muita honestidade e trabalho conseguimos ser vencedoras em nossas vidas.

Outras são Charlottes a menina branca de cabelos claros que nascem em famílias com outras possibilidades estudam se formam conseguem acessar outros patamares os quais as Tianas talvez não consigam alcançar

Podemos questionar será que foi falta de vontade das duas personagens em terem uma vida diferente? Respondo que não, nem tudo é falta de vontade ter uma vida diferente.

As maiores riquezas que nós mulheres trazemos conosco é a garra, honestidade a união que podemos ter formando uma grande corrente umas com as outras.

Se as minhas possibilidades me permitem que eu use um hidratante do supermercado, em nada me difere de outras mulheres que usam hidratantes de marcas famosas.

Algumas podem frequentar salões de beleza enquanto outras colorem seus cabelos em casa, isso não as faz melhores ou piores.

Nós mulheres sonhamos com um futuro melhor onde possamos viver, sem violência. Sem sermos julgadas por simplesmente desejarmos um pouco de afeto.

Nenhuma mulher merece apanhar, Se um relacionamento parte para agressão é por que está na hora de repensar se realmente vale a pena ficar ao lado de alguém assim.

Precisamos urgentemente ensinar nossas crianças que não devem aceitar agressões sejam elas de quem forem. Agrediu hoje com um tapa amanhã pode passar para outro tipo de agressão.

Tenho visto tantas notícias de mulheres sendo agredidas e mortas e o que mais me choca são os comentários culpando por terem sido maltratadas.

A luta contra todo e qualquer tipo de violência começa desde cedo em nossas casas é preciso mudar muitos conceitos, para que nossos meninos e meninas vivam de uma forma diferente.

Sejamos nós mulheres Tianas ou Charlottes isso não faz diferença, somos fortes seguiremos lutando por um mundo melhor onde toda mulher possa viver feliz e realizada. Se sozinha ou acompanhada ela quem escolherá a sua estrada.
Simone Luiz Cândido é voluntária na causa adoção de crianças e adolescentes; já participou de três antologias com suas crônicas, além disso, ama escrever reflexões sobre a vida cotidiana, eternidade, amor e convivência.
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