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Coposul renegocia dívidas para enfrentar crise
13/02/2007 às 12:35 | Lucas Lemos | jornalagoraonline.com.br
A empresa de descartáveis Coposul de Içara, que pertence ao empresário Joacir Scremin, passa atualmente por uma fase de recuperação, após greves, falta de pagamentos e pausa nas atividades de produção em 2006.

Para enfrentar tal crise, foi preciso a demissão de funcionários, a contratação de novos representantes, aumentar o estoque de insumos e o crédito com os fomentadores, que negociaram as dívidas, além da contratação do diretor superintendente Zanoni dos Santos Elias. Santos, que foi responsável pela reestruturação da empresa após a crise de 2004, na qual permaneceu até o ano seguinte. Sua volta para a empresa em outubro de 2006, é devido à má administração que estava sendo empregada na indústria.

As demissões em massa geradas pela antiga administração provocaram a revolta dos 90 funcionários que, através de manifestações e greves, pediam os seus direitos respeitados, pois não estavam recebendo os valores devidos na rescisão do contrato. Segundo Santos, especialista em Auditoria Empresarial e Mestrando em Controladoria pela UFSC, todos os devidos valores, através de acerto com o sindicato, foram divididos em parcelas que estão sendo pagas semanalmente. Os ex-funcionários que ainda não receberam o dinheiro da rescisão por não aceitarem o acordo proposto pela empresa estão movendo processos individuais. “Essa dificuldade vem rolando durante vários anos, sendo conseqüência das gestões bem antigas da empresa. Situação esta, que melhorou muito no período de junho de 2004 a outubro de 2005. Porém, deste período para cá muito se agravou, demissões em massa, greves, falta de pagamentos indispensáveis fazendo até a empresa parar suas atividades por alguns dias”, declara Santos.

Em 2004, a crise enfrentada pela empresa obrigou o enxugamento no quadro de funcionários, na qual 150 pessoas foram demitidas. Segundo o advogado, especializado em casos trabalhistas, Alexsandro Macedo Vieira, das 60 pessoas que entraram com processo contra a empresa em 2006, apenas cinco ainda não receberam os valores questionados. No último ano, Macedo representou cerca de 30 ex-funcionários, que aos poucos estão recebendo o dinheiro proveniente de suas demissões.


PRODUÇÃO

Foram produzidos no último ano, cerca de 500 toneladas de descartáveis, sendo a maior parte do produto destinada para o mercado paulista, 31% da produção. Do restante das vendas, 15% foram destinados para o Rio de Janeiro, 7% para o Mato Grosso do Sul, 7% para o Paraná e somente cerca de 6% é destinado para Santa Catarina. O mês de janeiro fechou com quase 4 toneladas de descartáveis produzidos.
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