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31 de março de 2020 - 13:05
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Pitaya vira alternativa ao fumo
26/02/2013 às 10:13 | Especial de Daniela Soares, do Jornal da Manhã
Ao primeiro olhar, o aspecto remete a um cacto. É uma planta espinhosa, que aparentemente não agrega atrativos. Contudo, em seu devido momento brotam as perspectivas que motivam os irmãos Feltrin, residentes da localidade de Linha Contessi, em Turvo. Dos espinhos emergem as flores que darão origem a pitaya, fruta que começa a colorir os 120 pés da propriedade. O cultivo iniciou há três anos, após inspiração emanada em reportagem televisiva. “Vimos na TV, depois pesquisamos na internet e compramos mudas de São Paulo”, conta Volnei.

O cultivo era mais uma tentativa dos irmãos para substituição do fumo, somada a abóbora, inhame e gengibre. “Até então, nada tinha dado certo, mas arriscamos no osso do peito. Não falamos nem para os vizinhos, para não nos chamarem de loucos”, lembra. Desta vez, os resultados foram positivos e com expectativas futuras. “Ano passado colhemos 60 frutas por pé, agora acreditamos que vá subir para 120”, menciona Valmirei.

Entre os saldos iniciais da safra, que acontece de janeiro a maio, destaque ao tamanho da fruta. Algumas unidades têm alcançado um quilo, sendo que o peso médio é 600 gramas. “Os pés ainda não são adultos, então fica difícil calcular quanto será o rendimento por hectare”, acrescenta Valmirei. Ao todo são cinco variedades: Pink, Vermelha da Polpa Branca, Roxa, Baby, também conhecida como Pitaya do Cerrado, além da Amarela, que floresce durante o inverno. O investimento maior é pela Pink, com perspectivas de colher duas mil unidades.

Apesar de ser nativa da América Central, a pitaya se adequou bem à região. Conforme Volnei, a planta é resistente e não exige muito mais do que o combate a formigas. “Ela já resistiu à chuva, geada, seca e pedra. Por semana, trabalhamos de três a quatro horas”, coloca o agricultor.

Como principal atrativo da fruta, eles elencam suas propriedades nutricionais. “A pitaya é rica em Ômega 3. Faz bem para pele, coração e hipertensão. Além de comer, dá para fazer suco, geléia e até sorvete”, afirma Volnei.

A comercialização é feita aos supermercados da região a R$ 8 por quilo. Segundo Volnei, a venda é fácil, considerando que existe boa demanda e pouca oferta. O comércio das mudas também tem expandido, movido por outros agricultores que buscam seguir o mesmo caminho. Entre eles, está Idarli Daniel Damiani, residente de Praia Grande. A motivação da agricultora também nasceu por meio da televisão, há cerca de cinco anos. “Eu comprei uma muda, mas não sabia cuidar direito, até que ano passado ela floresceu e deu três frutas”, relata.

A produtora já soma 125 pés da fruta, divididos em cinco variedades. Para ela, o cultivo representa um alívio diante das dificuldades já enfrentadas no trabalho do campo. “O investimento é alto, mas o preço para comercializar também. Só precisamos de um grupo maior de produtores da fruta na região para podermos vender em larga escala”, defende. Nesta sexta-feira, produtores locais estarão reunidos para discutir a possibilidade de criação de uma associação específica à fruta, entre outras temáticas.


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