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17 de outubro de 2019 - 02:22
Economia » Memórias
“Pretendo continuar enquanto eu conseguir”
16/07/2015 às 10:30 - atualizada às 12h38 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
Lucas Lemos [Canal Içara]
Manoel Jorge da Silva herdou o espírito empreendedor do pai. Apesar da situação econômica confortável da família, não teve auxílio financeiro para abrir a própria empresa. O mesmo ocorreu com a esposa Vandete Cechinel. Isto significa que foi preciso arriscar. “Havia dias que não tínhamos dinheiro nem para comer”, lembra ele. Todavia, o casal não tem dúvidas de que tudo valeu a pena. Afinal, dessa história surgiu um filho, três filhas, além de uma loja especializada em tecidos fixada a mais de 50 anos no coração de Içara.

Os primeiros passos deles como comerciantes ocorreram com a venda de sacos de farinha. Em 1959 adquiriram então uma lojinha no bairro Aurora. Enquanto o marido ia para São Paulo buscar produtos, as vendas ficavam sob a responsabilidade da esposa. “Aprendi tudo com ele. Vinha gente de caminhão para comprar porque o preço era mais atrativo. Botávamos uma margem menor do que os concorrentes e tínhamos lucro. Lembro que os clientes eram principalmente da colônia”, resgata dona Vanda. “Dou graças ao bom Deus que casamos”, enaltece Manoel.

Após quase quatro anos, o casal locou também uma sala no centro da cidade. Além dos tecidos, as prateleiras eram ocupadas por brinquedos e até louças. “Tinha tudo o que a gente podia colocar”, lembra a empresária. Com o desenvolvimento do município, em 1965 a empresa até então com o nome do proprietário passou para um prédio próprio e se transformou na Loja M Silva. Foi a oportunidade para unir tudo em um só lugar. A mudança ocorreu antes ainda da Rua João Lodetti ceder espaço para a praça. “Nós ajudamos a fazer o calçadão”, diz Vanda.

Passados 56 anos de atividade, Manoel garante que o segredo para se manter tanto tempo no comércio é a vontade de trabalhar sempre. “É preciso também saúde”, exalta. Aos 82 anos, ele já é aposentado por 25 e não pensa em parar tão cedo. Todos os dias está na loja. Igualmente faz a esposa aos 74 anos. Para dar conta de tudo, possuem ajuda também do filho Celso e de três colaboradoras. “Pretendo continuar enquanto eu conseguir. Meu sonho é que esta loja continue por muito mais tempo”, pontua o comerciante.
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