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Rotina na segurança provoca transtornos
13/02/2014 às 09:57 | Especial de Morgana Rosso, do Jornal da Manhã
A rotina de atendimento à população, prisões, situações de homicídios entre outros tipos de violências é comum no meio policial e pode desencadear uma série de descontroles tanto físicos quanto psicológicos. Situações como essas acarretam em quase 10% de afastamentos dos profissionais da segurança pública catarinense. “No começo da carreira trabalhava até 48 horas por 48 de folga. Mesmo com a carga horária reduzida para 24 horas trabalhadas por 48 horas de folga, os trabalhos aumentam a cada ano”, comenta um agente que prefere não se identificar.

De acordo com o delegado regional, Jorge Koch, os índices de afastamento no trabalho são maiores entre escrivães, que fazem o atendimento direto ao público. “Temos uma escrivã afastada há dois anos, outra há oito meses com licença médica e ainda dois que foram readequados em outras funções”, colocou. Entre as causas, o delegado ressalta a carga de trabalho, com até três plantões por mês. “Precisamos de um concurso somente para atender a defasagem do efetivo. Infelizmente, quem fica terá que acumular funções”, confirmou.

Conforme o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol), nos anos de 2011 e 2012 quase mil licenças foram concedidas aos agentes públicos. A principal causa dos afastamentos é o transtorno mental e comportamental. Os indicativos foram repassados pela Coordenadoria de Saúde Ocupacional do Setor de Recursos Humanos na Polícia Civil de Santa Catarina. “Os números comprovam o quanto os policiais civis estão doentes. Na data da coleta dos dados, dia 10 de agosto do ano passado, 73 agentes estavam afastados para tratamento de saúde”, conta o diretor de Assuntos Profissionais e de Divulgação do sindicato, o policial Arilson Carlos Nazário.

“Há uma média de quase 25 policiais civis de licença para tratamento de saúde por mês. Consta que muitos policiais civis estão trabalhando doentes, por conta de perdas salariais quando em licença para tratamento de saúde”, ressalta. Conforme levantamento do Sistema Integrado de Gestão de Pessoas, em agosto de 2013 mais de um terço do efetivo atual possuía de 25 anos a 35 anos de tempo de serviço. “Somado ao alto índice de desligamentos por exoneração a pedido, uma média de 50 por ano, resta dizer que a Polícia Civil de Santa Catarina está encolhendo, envelhecendo e adoecendo como nunca”, pontua.

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