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21 de setembro de 2020 - 12:41
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Salete Scotti aciona MP contra a violência
22/08/2015 às 10:48 | Especial de Andréia Limas, do Jornal da Manhã
Lucas Lemos [Canal Içara]
O Ministério Público de Santa Catarina abriu inquérito civil para apurar as condições de segurança na Escola Professora Salete Scotti dos Santos, na área central de Içara. De acordo com o relato constante no processo, dois alunos colocaram fogo na sala de artes visando facilitar a entrada de outro jovem na escola para agredir um estudante no dia 24 de julho. Foram apresentados também dois bastões de cartolina e um cachimbo para uso de entorpecentes, duas facas, um canivete, uma munição e vários isqueiros.

Além disso, a preocupação é também com a aglomeração de pessoas estranhas ao redor da escola nos horários de entrada e saída. “Recebemos denúncia de diversas situações que estão ocorrendo na escola, colocando em risco a integridade física dos alunos, professores e demais funcionários, e instauramos o procedimento para investigar. Já pedimos informações à Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) e também faremos diligências”, explica a promotora Maria Claudia Tremel de Faria.

“Não tínhamos mais a quem recorrer, por isso procuramos o Ministério Público, porque é muita coisa para os professores bancarem sozinhos. Tivemos que mudar o local de saída dos alunos, para um portão onde tem câmera da polícia. Assim, fica mais fácil monitorar. Mas ainda tem aglomeração, brigas, e a Polícia Militar não pode fazer muita coisa, porque a maioria (dos envolvidos) é menor de idade”, diz a assessora de direção, Aline da Costa Giassi.

Com a interferência do MP, a direção espera que sejam contratados vigilantes para atuar nos três turnos e que o Poder Público tome medidas para minimizar os problemas de segurança. A unidade integra a rede estadual de ensino e atende cerca de mil alunos do ensino médio. O pedido de informações sobre as providências que serão tomadas já foi encaminhado e a SDR tem 20 dias para apresentar as respostas. “Ainda não recebi nada e não tenho conhecimento do caso”, contrapõe o secretário João Fabris.

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