Canal Içara

Canal Içara

08 de maio de 2021 - 05:03
Andreia Limas: Semana movimentada para o comércio e o setor de serviços
05/05/2021 às 07:48 | Andreia Limas - andreia.limas@canalicara.com
Celebrado no domingo, 9 de maio, o Dia das Mães promete movimento extra para o comércio e o setor de serviços nesta semana. Além do quinto dia útil cair nesta sexta-feira, a maioria dos consumidores costuma deixar a escolha do presente para a última hora, concentrando a grande movimentação na última semana antes da data comemorativa.

Conforme a pesquisa de intenção de compras realizada pela Fecomércio SC, 71,2% dos entrevistados responderam que devem realizar a compra nesta semana, sendo que 23,4% indicam que será na véspera e 2,8% no dia. Os dados foram apurados com 1.126 pessoas, entre os dias 31 de março e 13 de abril, nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages e Itajaí.

Intenção de compras

Ainda de acordo com a pesquisa, o gasto médio neste ano deve ser de R$ 162,54, resultado 18,3% maior que o gasto médio prospectado pelas famílias do Estado em 2020. Descontando a inflação acumulada dos últimos 12 meses, o valor é 11,5% maior que o do ano passado.

Na avaliação da Fecomércio, a alta pode estar relacionada ao cenário de medidas mais restritivas neste mesmo período no ano passado, quando o funcionamento de shopping centers, centros comerciais e galerias recém havia sido autorizado. Mesmo assim, com limitações no horário e na capacidade de atendimento e proibição na prova de roupas ou maquiagens.

Artigos de vestuário (27,2%), perfumes/cosméticos (16,6%) e calçados/bolsas (13,9%) continuam liderando entre os itens mais procurados para presentear na data.

Promoções em Içara

Para atrair os clientes, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Içara terá ações especiais. Além do horário de atendimento estendido até às 20h na sexta-feira e até às 17h no Sábado Total, as lojas associadas à CDL entregarão aos clientes cupons da promoção Minha Mãe é uma Heroína, que sorteará um combo com um dia de beleza, um fim de semana em Termas do Gravatal, uma joia e um conjunto Comfy.

A sortuda será conhecida no dia 14 de maio no YouTube das CDL de Içara (www.youtube.com/cdlicara), com transmissão a partir das 19h. Durante a live com a participação musical de Neguinho, serão sorteados outros brindes, como um vale-compras de R$ 500 entre os seguidores da entidade no Instagram.

Restaurantes

Além de movimentar o comércio tradicional, o Dia das Mães também traz impactos para o setor de serviços, como os de alimentação. Os restaurantes costumam ter na data uma das maiores movimentações do ano, mas em 2020, esses estabelecimentos foram autorizados a reabrir para atendimento no local apenas duas semanas antes do Dia das Mães, o que prejudicou o desempenho do segmento.

Em 2019, ano pré-pandemia, a pesquisa de intenção de compras da Fecomércio mostrava que 20% dos entrevistados pretendiam sair para almoçar ou jantar em algum restaurante.

Adaptações

Para acomodar esse público, seguindo ainda as limitações de capacidade em vigor, a maioria dos restaurantes de Içara trabalha com reservas antecipadas e adaptações nos horários, realizando o atendimento de forma escalonada em alguns casos. Além disso, incluíram pratos especiais no cardápio do almoço ou jantar alusivo à data.

Turismo

A pesquisa de intenção de compras da Fecomércio inclui também o comportamento do consumidor quanto ao turismo. Entre os entrevistados, 91,5% disseram que não pretendem viajar. Dos 6,9% que responderam afirmativamente, a maioria tem a intenção de viajar em Santa Catarina para visitar amigos e familiares (80,5%).

Eventos

Maio começou com uma boa notícia para o setor de eventos e sua cadeia produtiva. Um decreto estadual em vigor desde o último sábado permite a realização de eventos sociais (restritos a convidados e sem cobrança de ingresso, como casamentos e aniversários), até às 23h nos níveis gravíssimo e grave.

Casas noturnas, boates e pubs poderão abrir no nível gravíssimo e grave, utilizando apenas o espaço do salão para realização de eventos sociais, com limite de ocupação e funcionamento das 6h às 23h. Da mesma forma, congressos, palestras e reuniões de qualquer natureza podem ocorrer das 6h às 23h nos níveis gravíssimo e grave. Nos três casos, desde que cumpridos os regramentos estabelecidos pelos órgãos de saúde.


Andreia Limas: Qual a importância da formalização?
28/04/2021 às 07:44 | Andreia Limas - andreia.limas@canalicara.com
De acordo com os dados mais recentes do IBGE, a taxa de informalidade no Brasil beira os 40%, considerando o número de trabalhadores sem carteira assinada e de pessoas que trabalham por conta própria, mas não têm a empresa registrada. Em Santa Catarina, o percentual é um pouco menor, perto dos 30%. Ainda assim, as taxas são altas, principalmente se considerarmos que os dados são estimativas e não necessariamente refletem a realidade, justamente por não haver registro a respeito.

Mas qual a importância da formalização? Para os funcionários sem carteira, a informalidade leva à perda de benefícios como o depósito do Fundo de Garantia, a multa sobre o FGTS a que teria direito em caso de demissão sem justa causa, bem como a concessão do seguro-desemprego ou auxílio-doença. Além de não ter a garantia de pagamento de férias, 13º salário, insalubridade e periculosidade, dependendo da função exercida.

Empresas

Tive a oportunidade de conversar sobre a importância da formalização das empresas com o economista Dimas de Oliveira Estevam, professor do curso de Ciências Econômicas e do mestrado em Desenvolvimento Socioeconômico da Unesc. “É como se uma pessoa não tivesse CPF, carteira de identidade”, comparou. “O negócio que não é formalizado está sujeito a sanções do poder público, o proprietário precisa ficar se escondendo da fiscalização e pode até responder criminalmente por isso”.

Ilegalidade

O professor, no entanto, fez questão de frisar que informalidade é diferente de ilegalidade. Não significa algo extremamente negativo e sim a condição em que o empreendedor está, pela dificuldade financeira. “A informalidade no país é resultado do custo. É um custo muito alto para abrir uma empresa, uma série de exigências, excesso de burocracia e muitos negócios tornam-se inviáveis. Por isso, as pessoas acabam na informalidade”, aponta.

Microempreendedores individuais

Na avaliação do economista, a criação da figura jurídica do empreendedor individual (MEI), em 2008, representou uma grande conquista. “Foi uma forma encontrada para que pessoas que trabalham com pouco capital pudessem se formalizar. Diminuiu os custos e simplificou o processo”, elogia.

Os MEIs hoje já formam a maioria das empresas em atividade no país. Os dados mais recentes divulgados pelo Mapa de Empresas, do Governo Federal, indicam que dos 17.973.697 CNPJs ativos ao final de março, 12.688.853 eram de MEIs, o equivalente a 70,60%. A média catarinense aparece atualmente abaixo da nacional: 60,93%. Já em Içara, dos 5.785 negócios em atividade em março, 3.419 eram MEIs, o equivalente a 59,10% do total.

Pandemia

Conforme o professor Dimas, com a pandemia, muitas pessoas foram novamente para a informalidade, porque boa parte dos MEIs são prestadores de serviços, o setor mais afetado pelas restrições impostas às atividades econômicas. Por outro lado, a crise de saúde pública representou também novas oportunidades para empreender. Trabalhadores demitidos acabaram investindo em negócios próprios, em um mercado aquecido pela terceirização de serviços, como os de entrega, por exemplo.

Saldo positivo

Os dados do Mapa de Empresas mostram que Içara continua com saldo positivo entre o número de novos empreendimentos instalados e o de negócios encerrados. O município chegou a 403 empresas abertas no primeiro trimestre deste ano, registrando um aumento de 49,81% na comparação com o acumulado nos três primeiros meses de 2020, quando houve a abertura de 269 empresas. No ano passado, 80 negócios encerraram as atividades entre janeiro e março, enquanto neste ano foram 111 empresas fechadas no período.


Andreia Limas: Abrir ou não abrir? Eis a questão
21/04/2021 às 09:07 | Andreia Limas - andreia.limas@canalicara.com
Na contagem regressiva para o Dia das Mães, a segunda data mais importante para o setor, o comércio se vê diante de uma dúvida: abrir as portas no feriado de Tiradentes, nesta quarta-feira (21 de abril), e aproveitar um dia a mais de vendas ou manter as lojas fechadas, visto que não é época de pagamento e muitos serviços, incluindo o transporte público, não funcionam? Em Içara, os comerciantes foram consultados pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e optaram, na maioria, pelo fechamento no feriado, retornando normalmente às atividades na quinta-feira.

Em Criciúma, por sua vez, mais de 50 lojas irão atender nesta quarta-feira, com a intenção de gerar fluxo e oportunidades para o consumidor. O funcionamento das lojas é livre e cada operação deverá atuar de acordo com a sua gestão. A recomendação da CDL é que o consumidor se informe sobre as lojas em atendimento, checando por meio das mídias digitais sobre o seu funcionamento.

Shopping centers

Na contramão do comércio de rua, o Shopping Della estará de portas fechadas nesta quarta-feira. O empreendimento criciumense retorna ao horário normal, das 10 às 20h, na quinta-feira (22), quando dará início à campanha de Dia das Mães 2021. Em parceria com a franquia O Boticário, acontece a ação de Compre e Ganhe, em que somando a partir de R$ 300 em compras os consumidores ganham como brinde uma loção hidratante da linha Cuide-se Bem.

Já o Nações Shopping estará aberto no feriado, com as lojas e quiosques funcionando das 14h às 20h e operações de alimentação, das 11h às 22h, conforme horários de funcionamento estabelecidos para o mês de abril por decreto estadual.

O Criciúma Shopping também funcionará com horários diferenciados: das 11 às 22h a praça de alimentação; das 9 às 22h a Havan; das 14 às 22h as demais operações.

E por falar no comércio...

As vendas do comércio varejista ampliado de Santa Catarina cresceram 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice inclui dados de comercialização de veículos e materiais de construção e apresenta um retrato global do varejo.

Na comparação com fevereiro de 2020, o último mês de normalidade econômica anterior ao decreto de início da pandemia, o varejo catarinense teve queda de 0,6%, enquanto o nacional retraiu 1,9% na mesma comparação. Foi a primeira variação negativa no Estado, depois de oito meses de crescimento.

Itens essenciais

Uma pesquisa realizada pela Fecomércio-SC mostra que, mesmo Santa Catarina apresentando menos desemprego e renda mais alta em relação aos outros estados, os consumidores continuam cautelosos nas compras em lojas físicas. Os principais itens comprados são considerados essenciais, como alimentos e bebidas (97,1%) e medicamentos (51,2%). Dos não essenciais, destaque para os gastos com serviços de beleza (14,8%) e vestuário (9,9%).

Serviços

Por outro lado, Santa Catarina registrou no mês de fevereiro o terceiro maior crescimento do país no volume do setor de serviços, com alta de 9,9% frente a fevereiro de 2020. O desempenho ficou acima da média nacional, que registrou queda de 2%. No acumulado de janeiro e fevereiro, houve crescimento de 7,5%, o maior entre as 27 unidades da Federação. Em comparação com janeiro deste ano, o Estado registra alta de 3,9%, desempenho também acima da média nacional (3,7%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Indústria

A produção industrial em Santa Catarina continua avançando acima da média nacional e desponta com a maior alta do país no acumulado do ano. Em fevereiro, na série com ajuste sazonal, o setor no Estado cresceu 8,1% na comparação com o mesmo mês de 2020. O resultado é o melhor entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE e maior que o do país, que cresceu 0,4%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Quando se observa a variação de fevereiro em relação a janeiro deste ano, a indústria catarinense apresentou queda de 1,5%, a primeira variação negativa desde abril de 2020, após nove meses com crescimento. No acumulado do primeiro bimestre, o Estado lidera o ranking das unidades da Federação, com uma alta de 9,5%. A variação nacional foi de 1,9%, abaixo da verificada no primeiro mês deste ano, de 2,6%.


Andreia Limas: Por que a alta do dólar pesa em nosso bolso?
14/04/2021 às 07:28 | Andreia Limas - andreia.limas@canalicara.com
O dólar já vinha apresentando alta desde 2019, mas a disparada ocorreu mesmo com a pandemia e a cotação chegou aos R$ 5,90 em maio do ano passado. Depois, o real conseguiu certa recuperação diante da moeda americana, cotada atualmente na casa de R$ 5,70.

Mas o que nós, que não estamos nesse meio e entendemos pouco sobre o câmbio, temos a ver com isso? Tudo, pois é no nosso bolso que pesa a supervalorização do dólar, que encareceu de combustíveis a alimentos.

Combustíveis

Começando pelos combustíveis, o valor praticado no Brasil está diretamente ligado ao preço do barril de petróleo no mercado internacional, que é atrelado ao dólar. Com a valorização da moeda americana, o petróleo fica mais caro, assim como os seus derivados. E isso se percebe no aumento registrado este ano nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Além do consumidor final, esse aumento também reflete sobre os custos de produção, levando à majoração de uma série de produtos.

Alimentos

O dólar nas alturas eleva também o valor de alimentos. Primeiro porque favorece as exportações, diminuindo a oferta no mercado interno, o que pressiona os preços para cima. Também pelo uso de matéria-prima importada, como no caso do trigo, e de insumos igualmente adquiridos no exterior.

Inflação

O reflexo imediato do aumento de preços é a inflação, que em março ficou em 0,93%, a taxa mais alta para o mês desde 2015, quando atingiu 1,32%. O índice acumula variação de 2,05% no ano e de 6,10% nos últimos 12 meses. Os principais impactos vêm dos aumentos nos preços de combustíveis (11,23%) e do gás de cozinha (4,98%), conforme os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na última semana pelo IBGE.

“Foram aplicados sucessivos reajustes nos preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias entre fevereiro e março e isso acabou impactando os preços de venda para o consumidor final nas bombas. A gasolina nos postos teve alta de 11,26%, o etanol, de 12,59% e o óleo diesel, de 9,05%. O mesmo aconteceu com o gás, que teve dois reajustes nas refinarias nesse período, acumulando alta de 10,46%, e agora o consumidor percebe esse aumento”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Exportações

Por outro lado, o dólar em alta favorece as exportações. Dados divulgados na semana passada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostram que Içara alcançou um índice histórico em março, quando o volume comercializado no mercado externo chegou a US$ 5.602.868, representando um aumento de 105,62% na comparação com março do ano anterior.

Foi também o maior valor exportado em um mês de março entre 1997 e 2021, período em que as informações são disponibilizadas pelo sistema Comex Stat. Anteriormente, o maior volume de exportações em março havia sido registrado em 2017, quando ficou em US$ 4.982.566.

Balança comercial

Na soma dos três primeiros meses de 2021, Içara exportou US$ 13.709.055. Com o desempenho, fechou o trimestre com superávit de US$ 10.563.660 – houve ainda US$ 3.145.395 em importações no período. Na comparação com 2020, as exportações do primeiro trimestre tiveram um aumento de 60,15%, as importações caíram 5,72% e o saldo da balança comercial foi 102,23% maior.


Andreia Limas: Segunda principal data comemorativa já movimenta lojistas
07/04/2021 às 07:33 | Andreia Limas - andreia.limas@canalicara.com
Apesar dos preços astronômicos, o segmento de chocolates comemora as vendas de Páscoa – em muitos casos, quem deixou para a última hora ficou sem o produto desejado. Mas o comércio em geral não teve o mesmo desempenho, atrapalhado pelo fecha/não fecha e insegurança gerados pelos decretos do Governo do Estado no período imediatamente anterior à data comemorativa.

Dessa forma, as expectativas se transferem para o Dia das Mães e o “Primeiro Natal” já movimenta os lojistas, que apostam em promoções para elevar o volume negociado, como ocorre em Içara. Geralmente, a data é um bom termômetro para projetar o comportamento do consumidor ao longo do ano.

Restrições

Claro que ainda é cedo para cravar uma previsão sobre as vendas para o Dia das Mães, no entanto, alguns fatores serão decisivos. Um deles é a ameaça de lockdown ser definitivamente descartada. Ao que tudo indica, os fechamentos do comércio não voltarão a se repetir, mas a pandemia já mostrou que a percepção e as decisões dos governantes podem mudar a cada momento.

Desde a semana passada, o Estado está sob o comando da governadora interina, Daniela Reinehr, que ficará no cargo enquanto durar o afastamento de Carlos Moisés, devido ao processo de impeachment pela compra dos respiradores. Daniela editou um novo decreto no domingo, dia 4, prorrogando as restrições em vigor em Santa Catarina até 12 de abril. A única alteração foi em relação ao fornecimento de bebidas alcoólicas com consumo no próprio estabelecimento, que fica proibido entre 22 e 6 horas, em todos os níveis de risco, e não mais a partir das 18 horas, como antes.

Impulso

Por outro lado, a volta do auxílio emergencial pode significar um novo impulso para o comércio. Ainda que os valores previstos, entre R$ 150 a R$ 375, estejam bem abaixo dos R$ 600 e até R$ 1,2 mil pagos inicialmente pelo Governo Federal a informais, microempreendedores individuais e desempregados, é um dinheiro que ninguém contava receber e pode ser empregado na compra de itens que vão além de alimentos e remédios. O benefício virá em quatro parcelas, depositadas de abril a julho.

Socorro a empresas

Medidas econômicas também são articuladas para socorrer empresas em Santa Catarina. Após reunião da Fecomércio SC com a Câmara Temática de Desenvolvimento Econômico da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) nessa terça-feira, dia 6, as entidades firmaram parceria na realização de estudo que mapeará as principais atividades atingidas pela pandemia para definir as prioridades.

Há cerca de um mês, as duas Federações uniram forças e passaram a debater uma pauta unificada, somando as medidas da Agenda Econômica da Fecomércio SC e do Programa Emergencial de Combate aos Efeitos Econômicos de Pandemia Supera SC, desenvolvido pela entidade municipalista.

Indústria

Com estoque de 747,9 mil empregos no Estado, a indústria ligou o sinal de alerta em relação aos possíveis impactos que pode trazer o novo reajuste do gás natural, anunciado pela Petrobras na segunda-feira, dia 5. A partir de 1º de maio, os preços de venda para as distribuidoras estarão 39% mais caros na comparação com o último trimestre.

Em Santa Catarina, estima-se que o reajuste para a indústria seja da ordem de 30%, porque o preço final ao consumidor depende também das margens das distribuidoras nos estados. O valor que será repassado à indústria ainda depende de deliberação da Aresc, a agência reguladora do Estado. Em janeiro, já houve um reajuste de 31% na tarifa do insumo.

Consumo

A indústria consome cerca de 80% do gás natural distribuído pela SCGás. Atualmente, o insumo faz parte do processo produtivo de 318 indústrias catarinenses, que representam mais de 50% do PIB do Estado. Também é utilizado em quase 16 mil unidades residenciais, 665 comércios e 138 postos de gasolina, que abastecem a frota de quase 110 mil usuários de GNV, segundo dados de dezembro de 2020 do Denatran.


Andréia Medeiros Limas é jornalista, com experiência editorial nos jornais da Região Carbonífera, e assessoria de imprensa.