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Um quinto da venda de gás ocorre ilegalmente
20/09/2010 às 21:38 | Jornal Agora com informações de Vladimir Platonow (Agência Brasil)
Pelo menos um em cada cinco botijões de gás de uso doméstico vendidos no país é procedente do comércio ilegal. A estimativa é do presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello. Segundo ele, o mercado informal causa um prejuízo estimado em R$ 840 milhões anuais frente aos 33 milhões de botijões de 13 quilos vendidos por mês. Há mais de 37 mil revendedores legais de gás, para 70 mil a 100 mil informais.

Sérgio indica que para coibir este tipo de atividade, principalmente em revendas situadas em pequenas lojas, farmácias, açougues, bares, mercearias e até padarias, é imprescindível o apoio das administrações municipais, a quem compete fiscalizar o comércio. “A gente tem conseguido um nível muito baixo de envolvimento de prefeituras, que são muito permissivas, de forma geral, e acham que o informal pelo menos não está roubando”, disse.

Além de desestruturar a cadeia de distribuição do gás, ainda há o risco de se perder o controle de qualidade sobre o produto, que pode chegar ao consumidor final abaixo do peso, misturado com água ou em botijões enferrujados e sem segurança, ressaltou o presidente. Também conforme ele, a melhor forma do consumidor se prevenir de comprar o produto irregular é conferir se o lacre, a etiqueta plástica com informações de segurança e o nome gravado têm a mesma marca, além de verificar se o lacre está firme, sem indicação de que possa ter sido violado. Em caso de dúvidas, Sérgio sugere o número 0800 970 0267, da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

FISCALIZAÇÃO - A fiscalização dos pontos de revenda em todo o país é tarefa da ANP. Só este ano foram feitas mais de 2,8 mil autuações referentes ao GLP, com a multa para um revendedor ilegal estipulada em R$ 20 mil. Mas segundo o diretor da agência, Allan Kardec, o primeiro objetivo é esclarecer os comerciantes sobre as irregularidades, antes de puni-los. “O dono de uma venda pequena às vezes não tem a informação de que precisa de autorização da ANP para trabalhar com gás de cozinha”, explica.

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