Canal Içara

Canal Içara

08 de maio de 2021 - 04:31
Sou apaixonado pelo associativismo, mais que isso, eu faço parte, pois trabalho em uma Associação Empresarial e decidi lançar esta entrevista especial como inspiração. Como case, trago a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), que completou 35 anos de fundação em abril e é a principal representante do empreendedorismo inovador em Santa Catarina.

A Acate representa mais de 1,2 mil associados nos 13 polos de inovação e tecnologia de Santa Catarina, gerenciando uma rede de Centros de Inovação em Florianópolis e outras regiões do estado. Também possuí escritórios em São Paulo e em Boston (EUA). A missão da associação é apoiar o ecossistema local de ponta a ponta, das startups às empresas de grande porte, gerando conexões que fortalecem o setor de tecnologia no estado.

Para falar sobre a Acate e nos contar o que representa o associativismo na história de sucesso da entidade, conversei com o atual presidente, Iomani Engelmann Gomes:

1. Trinta e cinco anos de história e vocês já falavam em tecnologia e inovação. Além do pioneirismo, o que fez a ACATE se tornar este case de sucesso?

Desde a sua criação, a ACATE se preocupou em ser uma rede de suporte, capacitação e inspiração aos empreendedores. Por meio de seus programas estratégicos, como a incubadora MIDITEC, criada há mais de 20 anos e premiada por duas vezes como umas das 5 melhores do mundo, já se formaram centenas de empresas e milhares de postos de trabalho foram gerados. Outros programas, como as Verticais de Negócios, conecta empreendedores em seus respectivos segmentos e ajudam a fomentar novos projetos e iniciativas.

A partir dos anos 2000, a entidade começou a ganhar força com o crescimento do setor de tecnologia no estado e o surgimento de uma nova geração de empreendedores. Nesse contexto, a entidade foi crescendo e atendendo às novas demandas do mercado. Um exemplo mais recente é a criação do LinkLab, o primeiro laboratório aberto de inovação do estado que coloca, lado a lado, grandes empresas e startups. Outro é a Rede de Investidores Anjo (RIA SC), que já conectou dezenas de pessoas interessadas em investir recursos em empresas inovadoras, auxiliando também empreendedores a buscar recursos e conexões para expandir seus negócios.

Além disso, a ACATE tem participação ativa junto ao poder público na busca por soluções e projetos que qualifiquem o ambiente empreendedor e de negócios em Santa Catarina.


2. Na visão da ACATE, qual a importância do associativismo?

Sempre entendemos que juntos somos mais fortes, que quando um cresce, todos crescem, e esse pensamento faz parte do nosso sucesso de gestão. Por isso trabalhamos tanto para desenvolver o ecossistema do estado em todas as regiões, oferecendo diferentes programas para os diferentes estágios das empresas.

Um grande exemplo são as Verticais de Negócios, nas quais empresas do mesmo segmento, muitas deles concorrentes no mercado, trabalham juntas para fortalecer o ecossistema.


3. E qual a importância de uma pessoa ou empresa estar ligado a um ecossistema de inovação?

No ecossistema de inovação, os participantes têm acesso a uma série de programas, mentorias, fazem network, o que possibilita o desenvolvimento dos negócios de forma muito mais rápida. Mais do que uma entidade associativa, o ecossistema é uma rede de suporte, capacitação e inspiração aos empreendedores.


4. Quem pode fazer parte? E como as empresas de Içara e do Extremo Sul de Santa Catarina podem se conectar com o ecossistema de inovação da ACATE?

Para uma empresa se tornar associada à ACATE, basta atender aos seguintes critérios: ter CNPJ constituído em Santa Catarina e ter registrado no cartão CNPJ pelo menos uma das atividades (CNAE) cadastradas na área de tecnologia.

Além de fazer parte do maior ecossistema de inovação e tecnologia do estado e da Instituição com maior representatividade do setor de tecnologia, é possível ainda contar com condições especiais na contratação de diversos serviços e benefícios e acesso aos diversos programas estratégicos que podem gerar negócios, oportunidades e crescimento.

A ACATE conta com 10 polos regionais espalhados pelo estado de Santa Catarina. Na região Sul, estão 7,7% do total de empresas de tecnologia, que representam 5,5% do faturamento do setor, segundo o Observatório ACATE. A região tem apostado na integração entre suas principais vocações econômicas (cerâmica e mineração de carvão) e no apoio aos novos negócios inovadores. A conexão da ACATE na região é feita pelo Núcleo de Base Tecnológica da Associação Comercial e Industrial de Criciúma (ACIC).


5. Quais barreiras as empresas “tradicionais” precisam quebrar para promoverem um ambiente de transformação inovadora e se adaptarem aos novos cenários? E como fazer isso?

Acredito que o primeiro passo é as empresas tradicionais entenderem que o sucesso do passado não garante o sucesso do futuro. Muitas vezes a posição do mercado e o êxito que a empresa teve faz com que ela entenda que a inovação não é necessária, porém isso não é real devido às constantes transformações que o mundo está passando. Outro ponto é a alta gestão conseguir se adaptar estando próximos dos ecossistemas de inovação, entendendo toda disrupção que tecnologia e novos modelos de negócio estão impactando nas indústrias e nos negócios tradicionais. É um ambiente muito rico a troca nesses ambientes.

Além disso, as empresas tradicionais devem olhar o ecossistema como um aliado. A tecnologia e a transformação digital são dinâmicas de mercado que estão presentes em todas as cadeias produtivas gerando valor.

Um exemplo é o nosso programa de inovação aberta LinkLab, que aproxima médias e grandes empresas com startups que possam acelerar o processo de inovação dessas empresas e ao mesmo tempo dar às startups uma grande oportunidade de acelerar sua participação em grandes mercados. Estas grandes empresas possuem os recursos, mas muitas vezes têm dificuldades em promover inovação. Com o apoio do time de especialistas do LinkLab, são desenvolvidos diferentes tipos de projetos que são acompanhados ao longo do tempo.


6. Rumo aos 40, 50 e, por que não, 70? Qual a visão e os projetos futuros da ACATE para continuar fazendo história?

A ACATE está num processo de consolidação para ajudar a tornar Santa Catarina um estado ainda mais empreendedor, tendo ecossistemas fortalecidos em todas as regiões. Hoje já vemos o desenvolvimento regional, mais ainda com uma assimetria de maturidade. Nos próximos anos vamos ver uma homogeneidade maior, com uma maturidade maior em todas as regiões, com mais projetos, centros de inovação e iniciativas.

Em outra frente, também estamos batalhando para que algumas engrenagens do ecossistema se completem, com a criação de fundos locais para mais investimentos nas empresas do ecossistema. Outro ponto é a formação continuada de profissionais do setor, que já é um grande gargalo em todo o Brasil. A formação é fundamental tanto para as pessoas que querem ingressar no meio da tecnologia, como também para os empreendedores e futuros empreendedores terem aqui uma escola de negócios de primeira linha.

Outro ponto importante é manter a chama do associativismo forte, entender que todos juntos somos mais fortes, e o pensamento coletivo é o que fez e faz da ACATE um sucesso de gestão.


7. Deixe uma mensagem final para quem pensa em empreender, inovar, e/ou para quem já tem o seu próprio negócio, mas precisa se reinventar para continuar no mercado.

Acredito que a mensagem é entender que empreender significa realmente aprender. Na minha opinião, uma das habilidades necessárias é aprender a reaprender. Entender também que a inovação não está ligada somente com “rocket science”, ou seja, coisas extremamente complexas. Muitas vezes novos modelos mentais, modelos de negócios, combinações de coisas que já existem fazem com que a inovação aconteça. Então esse estigma de que a inovação é somente para startups ou pessoas jovens, não existe.

O empreendedor precisa estar sempre atento, olhar a mesma situação do seu negócio com outro ângulo e permitir que outras pessoas e outras empresas possam contribuir, sem ficar preocupado com as críticas que podem vir. Eu acho que grande parte do processo de inovação e de reinvenção acontecem justamente nesse olhar externo que ecossistemas, startups, empreendedores e executivos de outras áreas e outras empresas podem trazer para o negócio. Esteja aberto para isso, que pode fazer com que novos insights surjam.


Vivemos na era das experiências e isso já não é novidade. Você já parou para pensar que as pessoas não vão mais a um restaurante apenas porque estão com fome? Ou buscam um sabor diferenciado e que agrade o seu paladar, ou pelo local, ou pelo perfil de pessoas que frequentam o lugar, pelo custo (que geralmente está atrelado a um benefício) e diversos outros fatores, fazendo com que 99% das tomadas de decisões deste tipo sejam ligadas à experiência.

Com este exemplo já é possível perceber que a experiência não começa na hora da compra ou no consumo, mas muito antes, começa nas opções que o cliente tem para escolher e em sua tomada de decisão, ou seja, a chamada “pré-venda”. É aquela famosa resposta para a pergunta: “por que o cliente vai me escolher em vez do meu concorrente?”. Mas a experiência permanece e vai até o pós-venda. E o pós não é só pesquisa de satisfação não… é todo relacionamento que se pode ter e gerar, como suporte, um brinde, descontos em compras futuras, um cartão fidelidade, uma mensagem no dia do aniversário do cliente e etc.

Neste contexto, muitos fatores são analisados pelos clientes: qualidade, performance, atendimento, confiança, facilidade de pagamento, localização, estacionamento e tudo que envolve a pré, a compra e o pós. E tudo isso na prática? Te conto agora duas experiências minhas na última semana:

Suporte de celular para carro



Comprei um simples carregador de celular, aqueles que tem no camelô ou lojas de celular, na qual a maioria vem da China, independente de onde a gente comprar. Eu queria um modelo que fixasse no painel e no vidro, mas que também fosse móvel (que vira 180º). Comprei um modelo semelhante ao da primeira foto. A grande experiência é: não grudou no painel, eu coloco no vidro e, depois de um tempo, cai, e, para ajudar - só que não -, a “garra” prende tão forte que é até difícil abrir para colocar o celular, tem que ter uma logística incrível. O atendimento na loja até foi bom, mas o atendente me deu as características erradas do produto, que, inclusive, nem no vidro cola direito, e não resolveu o meu problema. Se eu indico a loja? Nunca e nem volto mais! E vou buscar outro suporte que atenda minhas necessidades em uma outra loja.

Assistindo séries em streaming



Você trabalha quase que todos os dias, mal consegue assistir um filme durante a semana, chega no sábado e domingo e muitas das vezes o que você quer fazer? Isso mesmo, assistir filmes e/ou séries no serviço de streaming contratado. Qual o mínimo que se espera, depois de passar minutos e minutos para escolher o que assistir? A primeira coisa é que seja bom, a segunda, certamente, é que não trave. Aí vai lá o “bendito” e trava! Aí você aguarda, começa a rodar de novo e, daqui 5 a 10 minutos, tchanammmm, trava de novo! Aí você pensa: “ah, é a internet”... Para testar, você colocar no outro serviço de streaming, começa a assistir qualquer coisa e não trava nada, ou seja, chega a conclusão que não é a internet. Qual a probabilidade de eu cancelar o primeiro serviço? Pois é, isso é a experiência do cliente.

DICAS BÔNUS

Agora que você já viu na prática como funciona a experiência do cliente e sabe da importância de se pensar no assunto, aqui vão algumas dicas de como pensar na estratégia para não errar no seu negócio:

1. Humanize o atendimento, com isso você descobrirá os problemas do seu cliente para resolver e terá uma relação mais genuína;

2. Conheça a sua concorrência e veja os erros, acertos e diferenciais;

3. Antecipe os problemas antes mesmo que eles ocorram. É melhor você descobrir primeiro do que o cliente, assim terá tempo de corrigir e criar uma grande vantagem competitiva;

4. Se comunique bem (regularmente e rapidamente) em todos os canais em que o seu negócio estiver, seja presencial, telefone, e-mail, WhatsApp ou demais redes sociais;

5. Dica de ouro: entregue exatamente o que você prometer/vender.

NOTÍCIAS:
#1 O que esperar da Apple durante o seu evento de lançamento nesta terça-feira (20);
#2 Startup SC divulga as 50 selecionadas para o Programa de Capacitação;
#3 Uber inicia testes em São Paulo de ferramenta que grava em vídeo interior do carro durante o trajeto;
#4 Mensagens do Instagram e do Facebook agora podem ser integradas;
#5 Juntas, Cia. Hering e Arezzo ganham R$ 1,4 bilhão de valor de mercado em um dia, mesmo após fusão ser negada;


Deinyffer Marangoni: Você compraria um tênis da Nike usado, vendido pela própria marca?
13/04/2021 às 08:27 | Lucas Lemos - lucas.lemos@canalicara.com
A inusitada pergunta do título não é fake news e nem “clickbait” (aqueles títulos sensacionalistas que te deixam intrigado e você se obriga a clicar no link para ver o que está acontecendo). A Nike começou nesta segunda-feira, dia 12, a vender tênis usados em oito de suas lojas nos Estados Unidos. A iniciativa pretende se expandir, ainda neste mês, para outras lojas da marca no país. Qual o objetivo? Reduzir as pressões sobre a indústria da moda para desenvolverem produtos mais sustentáveis, reduzindo, assim, o desperdício.

O programa vai aceitar tênis com poucas marcas de uso ou com falhas de fabricação. Depois de passar por limpeza e desinfecção, parte dos produtos serão vendidos por preços reduzidos em uma sessão especial na loja, os que não tiverem condições de serem expostos, serão doados ou convertidos em material reciclado. Já os clientes que devolveram os tênis usados terão descontos em novos produtos da marca, sendo que, quanto melhor a conservação, maior o desconto obtido.

Não é de hoje que a indústria da moda é acusada de ser uma das mais poluentes do mundo, ficando atrás apenas da indústria petrolífera. Há controvérsias e estudos que indicam outras atividades como mais poluentes, como a agroindústria, produção de cimento e até o turismo. Não sou especialista na área ambiental e também o objetivo não é julgar o que ou quem é mais poluente. Sou um administrador e o meu objetivo é estudar as tendências e mostrar os novos modelos de negócios que estão surgindo.

E se fosse no Brasil? Será que daria certo esta iniciativa? Você compraria?

Você comprando ou não, há tendência que este modelo daria certo no país tupiniquim. Têm os brechós e os aluguéis de roupas de gala que poderiam fortalecer esta afirmação, mas também têm outros tipos de produtos que já adotaram essa estratégia, como o mercado dos smartphones e de outros produtos tecnológicos, que são vendidos lado a lado com os novos produtos. Há clientes para todos os gostos e bolsos, ainda mais em um país desse tamanho e com tamanha diversidade.

Outra situação também é certa: o empreendedorismo social e ambiental estarão, cada vez mais, em alta, seja nas grandes organizações ou nas empresas do seu bairro. Uma nova economia está surgindo, fique de olho nas tendências de mercado e no comportamento de consumo de seus clientes. Faça e viva a diferença no mundo! :)


NOTÍCIAS:
#1 Magazine Luiza compra empresa de busca inteligente SmartHint;
#2 Dois catarinenses estão na lista de bilionários da Forbes 2021;
#3 Fintech de Joinville está entre 250 empresas SaaS que mais crescem no mundo;
#4 Magazine Luiza e Deezer transformam músicas em e-commerce de instrumentos;
#5 Nvidia e Volvo aceleram corrida por processamento de dados na indústria automotiva;


Sabe aquela máxima em que os últimos serão os primeiros? Pois é, é exatamente isso que acontece nesse blog hoje. Geralmente deixo as notícias sobre empreendedorismo e inovação por último, mas hoje elas serão as pautas por aqui, porque tenho que te falar um pouco sobre cada uma delas. Mais que isso, não vou falar apenas de tendências, porque isso parece que vai acontecer em um futuro próximo. Vou falar de coisas que já estão acontecendo, ou seja, estão em prática.



Acii inova no modelo de capacitações, mas que não tem palestrantes

Uma palestra sem palestrante? É isso mesmo que você leu. A Associação Empresarial de Içara lançou o ACII Conecta na versão digital, em que a primeira edição ocorrerá hoje, a partir das 19h, via Google Meet. A inovação não se dá pelo formato online, mas sim pela metodologia, na qual será uma abordagem de ensino-aprendizagem ativa, em que os próprios participantes criam conteúdos de acordo com as suas necessidades, dúvidas e interesses, focados em um tema central e com compartilhamento de experiências e boas práticas na área em debate. Nesta edição o tema será marketing. As inscrições são gratuitas, mas com vagas limitadas. Acesse para saber mais: www.aciicara.com.br/evento/acii-conecta/

Rede Angeloni implementa pagamento por reconhecimento facial

A rede Angeloni ativou em sua loja na Avenida Beira-Mar Norte (Florianópolis/SC) o primeiro sistema de pagamento por reconhecimento facial em varejo alimentar de grande porte em toda a América Latina. Neste dispositivo, não há necessidade de uso de cartões de crédito, de débito ou de dinheiro, mas apenas do rosto do cliente. A confirmação de pagamento ocorre por aproximação, diminuindo filas e evitando contato físico. E como diferencial de inovação, o serviço funciona mesmo com o uso de máscara. A parceria é com a startup Payface, fundada em 2018, também da capital catarinense.



Super Mario Bros: dos videogames para o mundo real

Os fãs de jogos digitais agora têm a possibilidade de entrarem pessoalmente nas aventuras e enredos dos videogames. A unidade do Japão da Universal Studios , na cidade de Osaka, acaba de lançar o seu parque temático Super Nintendo World, baseado nos mundos, personagens e histórias lendárias da marca. O primeiro parque temático do novo lançamento engloba o universo de Super Mario World, um dos principais jogos da Nintendo. A atração será inteiramente interativa e gamificada com pulseira que registra pontuação e ranking dos visitantes. A inauguração oficial aconteceu na última quinta-feira, dia 18 de março, e o valor do investimento total passa de R$ 3 bilhões.


Ontem foi o Dia Internacional da Mulher, então nada mais justo que este blog, de empreendedorismo e inovação, faça também uma homenagem a todas elas. Pensando nisso, trago hoje o case hoje da Studio L, uma empresa içarense, liderada por mulheres, que abriu no início deste ano e já está fazendo sucesso em toda a região.

O Studio L foi idealizado pela profissional Luana Custódio, junto com suas duas irmãs e uma amiga, na qual já atuava na área da beleza como designer de unhas. A empresa surgiu neste ano, sendo inaugurada no dia 4 de janeiro de 2021, no Centro de Içara. Fiz uma entrevista com essas mulheres empreendedoras, na qual contam um pouco dessa trajetória, confira:

O que é, o que faz e qual a missão do Studio L?

É uma empresa voltada à beleza e bem-estar de suas clientes. No Studio L, trabalhamos com a parte de alongamento de unhas de fibra de vidro com duas profissionais, que são a Luana Custódio e a Tamires Mezzari. Trabalhamos com Designer de sobrancelha e maquiagem, com a profissional Maria Antônia Custódio. E, também, trabalhamos com Ventosaterapia, massagem relaxante, terapia com pedras quentes, drenagem linfática, limpeza de pele e hidratação facial, com a profissional Beatriz Custódio. Todas as profissionais são dedicadas a atender sempre com muito amor e conhecimento, que vai de encontro com a nossa missão: prestar um atendimento diferenciado com excelência, dedicação e o máximo de atenção para satisfazer nossos(as) clientes.

Há quanto tempo vocês têm essa ideia do projeto?

Este projeto já vinha sendo planejado há mais de um ano pela Luana. Sempre foi um sonho empreender e, com muita vontade e determinação, começou a pôr a sua ideia em prática. No início, por seis meses, intercalava em dois empregos, até chegar o momento em que se desligou da empresa na qual trabalhava há 10 anos, para, então, dar início ao seu sonho do próprio negócio. O início não foi nada fácil, passamos por muitas dificuldades, muitas mesmo. Mas, com muito trabalho, o sonho se realizou, alinhando com outras profissionais da área de beleza e bem-estar, formando, assim, o STUDIO L.

Por que acharam o momento ideal de investir no negócio próprio no meio de uma pandemia? E por que em Içara?

Antes mesmo da pandemia, os planos de abrir o Studio L já existiam. Muitas pessoas acharam que era um loucura abrir uma empresa em meio ao que estávamos vivendo, mas a pandemia, para nós, se tornou um tempo em que pudemos parar para pensar e também nos reinventar, ao mesmo tempo em que percebemos que, neste momento delicado, é um período que as pessoas precisam, ainda mais, de cuidado e atenção, sendo essa uma das formas de a nossa equipe contribuir com cada pessoa, cuidando das nossas clientes como elas merecem. Já sobre Içara, é um prazer abrir um negócio em nossa cidade natal e além de já termos um grande conhecimento do público feminino do nosso município.

Os primeiros meses superou as expectativas, eram o que planejaram?

Em meio ao momento que estamos vivendo da pandemia, devemos dizer que nada vem sendo fácil para os empreendedores. Mas, esses primeiros meses superaram as nossas expectativas. Não esperávamos que teríamos um resultado tão bom e em tão pouco tempo. Isso tudo é, claro, devido ao empenho, união e comprometimento da nossa equipe, na qual fazem o máximo para atender a necessidade e garantir a fidelidade de clientes que já conquistamos, ao mesmo tempo em que estamos na busca constante por novas clientes. Mas, em geral, estamos muito felizes e realizadas.

Já existem planos futuros? Podem compartilhar?

Nossos planos só crescem! Temos o desejo de aumentar a equipe e o espaço de atendimento também. Estamos sempre em busca de novidades e inovação.

O que acham do empreendedorismo feminino?

O empreendedorismo feminino colabora para a construção de uma sociedade mais justa, gerando oportunidades de liderança para as mulheres. As mulheres vêm crescendo cada vez mais no cenário de empreendedorismo e isso mostra, a cada dia que passa, que somos capazes e podemos realizar tudo que queremos e sonhamos.

Qual o recado que você deixa para as mulheres que pensam em empreender e tirar as ideias do papel?

Não desista! Existem várias pessoas e profissionais da área que fizeram um curso iniciante, ou aprimoraram seus conhecimentos, mas estão com medo ou receio de colocar em prática. Não tenha medo! Passe por experiências, erre, aprenda, EVOLUA, busque o conhecimento e entenda que, se não subir o primeiro degrau, nunca chegará no décimo. Invista em você, se comprometa em fazer dar certo e crie um futuro que você quer para a sua vida. A equipe Studio L aproveita e deseja a todos(as) muita saúde, e que não percamos a fé e a esperança neste momento tão delicado em que estamos vivendo.


Deinyffer Marangoni é formado em Administração, atua como executivo da Associação Empresarial de Içara e docente na Faculdade do Vale do Araranguá.